Um blogue com sintomas de vontade parva de escrever sobre tudo, ou sobre nada. Se o Seinfeld fez uma série nessa permissa eu também posso ter um blogue aí assente, ou não? Um blogue com sintomas de opinião e um prognóstico reservado à liberdade de expressão. Tudo com mais (ou menos, se me apetecer) caracteres do que aqueles que o Twitter me permite e tudo em sede própria, porque o Facebook às vezes cansa-se de mim.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
HILLARY CLINTON
Hillary Clinton assume-se como candidata a Presidente dos Estados Unidos da América.
Fico entusiasmada com esta notícia! Porque é uma mulher? Sim!
Sempre assumi a minha posição em relação ao Feminismo; nos dias de hoje tem de vincar a igualdade de oportunidades entre géneros e afirmar a diferença nas acções!
Para mim faz tanto sentido que assim seja, bastando-me a confirmação da estratégia da própria mulher em causa, Hillary.
Anteriormente assentou toda a sua candidatura num discurso de total igualdade, evitando assumidamente o factor género.
Desta vez, e provavelmente tirando as devidas ilações, Hillary ilustra já na sua primeira abordagem, a importância do género, na sua candidatura.
Não há volta a dar! Não há outra forma de se candidatar e de se propor a uma abordagem feminina, em termos políticos.
Primeiro porque poderá suceder a um democrata. E ela também o é. Por aí, não representaria a diferença.
Segundo, e principalmente, porque a realidade dos últimos tempos tem vindo a agitar as mentalidades e a atenção para o papel da mulher na sociedade.
Feminismo é o discurso vigente! E é um discurso que existe necessariamente para lá da expressão “está na moda”.
A (re)emergência do Feminismo é, estou em crer, uma necessidade global, que não serve, ao contrário do que muitos pensam, apenas os interesses da Mulher, mas acima de tudo os interesses dum mundo equilibrado justo e igualitário.
Terceiro, porque no âmbito internacional a eleição de uma mulher para os comandos duma das maiores potências do mundo é, a meu ver e face ao contexto político global, uma eleição quase providencial!
Para o bem e para o mal, os EUA são o bicho papão de muitos e o “D. Sebastião” mundial para muitos.
Perante a instabilidade que emerge desde o início deste século, na onda de ideologias religiosas extremistas, que ameaçam, agridem e atacam todas as diferenças e oprimem toda a igualdade e o equilíbrio, uma mulher no pleno poder da mediação é essencial.
É, por isso e repito, providencial!
Estou feliz! E cheia de expectativas e esperança!
(texto publicado na plataforma MARIA CAPAZ 13/04/2015)
http://mariacapaz.pt/cronicas/hillary-clinton-por-susana-beirao/
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário