segunda-feira, 21 de setembro de 2015

OS MACHISTAS DE DIREITA



Assunção Esteves, uma transmontana de 58 anos, licenciada em Direito e mestre em Ciências Políticas.
Foi atleta de Basquetebol, desde cedo se interessou pela Política e foi casada 14 anos com um deputado socialista.
Foi Professora, Juíza conselheira do Tribunal Constitucional, Deputada, mulher de cartas na Política e tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Assembleia da República, a segunda figura do Estado Português.

Joana Marques Vidal, tem 56 anos e é a primeira mulher a liderar a Procuradoria-Geral da República, um cargo que assenta na dupla confiança do Presidente da República e do Governo e que tem categoria, tratamento e honras iguais aos do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Especializada na área de Direitos da Família e Menores, destaca-se a participação como membro da comissão legislativa para a redação da Lei Tutelar Educativa e como membro da comissão que procedeu às últimas alterações da Legislação da Adoção.
A procuradora é também desde 2010 presidente da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

Paula Teixeira da Cruz, portuguesa de Angola, tem 55 anos e é Ministra da Justiça.
Licenciada em Direito e advogada desde 1992 e especialista em Direito Público, Administrativo e do Ambiente.
Foi membro do Conselho Superior da Magistratura (2003-2005), do Conselho Geral da Ordem dos Advogados (2002-2005) e do Conselho Superior do Ministério Público (1999-2003).
É membro da Direcção da Associação para o Progresso do Direito e da Abraço - Associação de Apoio a pessoas com VIH/SIDA.
Durante a sua legislatura o país tem assistido ao desenrolar de alguns casos densos e bastante mediáticos e os debates sobre a Justiça e a sua eficácia e isenção têm-se sucedido.

Maria Luís Albuquerque, a Ministra de Estado e das Finanças nasceu em Braga em 1967.
Licenciou-se em Economia e é mestre em Economia Monetária e Financeira pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa.
Enquanto docente da Universidade Lusíada, foi professora de Pedro Passos Coelho e em 2013 assume, integrando o governo do seu aluno, uma das pastas mais difíceis e polémicas, duma legislatura agrilhoada a um programa de resgate.

Assunção Cristas é a Ministra da Agricultura e do Mar e nasceu em Luanda em 1974.
Foi assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e prosseguiu a sua carreira como professora na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.
É consultora jurídica desde 2010 e foi assessora da Ministra da Justiça do XV Governo Constitucional, em 2002, assumindo a direcção do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento, até 2005.
Licenciou-se em Direito em 1997 e em 2011 tornou-se Ministra de dois ministérios que estavam separados no anterior governo.
Em Janeiro de 2013 ao saber-se da sua gravidez tornou-se na primeira mulher em Portugal a estar grávida enquanto ministra.

Anabela Miranda Rodrigues tem 61 anos.
Licenciada com 17 valores em 1976 e Professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde foi a primeira mulher a doutorar-se, com uma tese intitulada “A determinação da medida da pena privativa de liberdade, em 1995.
Foi nomeada em Setembro de 2004 e até Setembro de 2009, diretora do Centro de Estudos Judiciários, tendo sido a primeira mulher e a primeira não-Magistrada a exercer este cargo.
É também a primeira mulher a tornar-se Ministra da Administração Interna de Portugal.

Teresa Morais, Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, tem 52 anos é jurista, deputada e mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Enquanto vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, foi responsável pelo acompanhamento das matérias de direitos, liberdades e garantias e integrou as Comissões de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias, tendo exercido as funções de presidente da Sub-Comissão Parlamentar de Justiça e Assuntos Prisionais; de Defesa Nacional, tendo sido membro da Assembleia Parlamentar da NATO onde integrou a Comissão da Dimensão Civil da Segurança; e da Comissão Eventual para a Reforma do Sistema Político.
É autora de várias obras da área do Direito, entre as quais se conta uma edição do Gabinete do Ministro da República Para a Região Autónoma dos Açores (2005) sobre Violência Doméstica.

Isabel Castelo Branco é Secretária de Estado do Tesouro tem 46 anos e é licenciada em Economia, pela Universidade Nova de Lisboa.
Desde 2002 que era directora financeira do BPI e era membro do comité de riscos do banco e administradora da Companhia de Seguros de Crédito (COSEC). Antes disso esteve na gestão de activos, onde foi responsável de investimentos da BPI Fundos, da BPI Pensões e da BPI Vida. Começou a sua carreira como analista.

Berta Cabral, Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional é natural de Ponta Delgada e licenciou-se em Finanças pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa em 1975.
Foi Diretora Regional do Tesouro dos Açores, em 1984 e em 1988 foi nomeada Directora Regional dos Transportes e Comunicações dos Açores.
Em 1991 foi Administradora da Empresa de Electricidade dos Açores e em 1994, assumiu a presidência do Conselho de Administração da SATA Air Açores.
Integrou o Governo Regional dos Açores com a pasta de Secretária Regional das Finanças e Administração Pública e em 2001 foi eleita Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, tendo sido reeleita em 2005.

Elina Fraga é a segunda mulher na história da Ordem dos Advogados a assumir o cargo de Bastonária e também a mais jovem de sempre, tem 43 anos.
É transmontana de Valpaços e derrotou cinco rivais, todos homens, nessa eleição.
A nova bastonária foi vice-presidente da Ordem e vogal do Conselho Geral no mandato de Marinho Pinto. Elina Fraga candidatou-se com o lema "Justiça ao serviço da cidadania, Ordem ao serviço da Advocacia".

Não me lembro de uma legislatura neste país com tantas Mulheres no Poder...
Apesar do óbvio há quem acuse este governo de machismo por sentirem ofensa na analogia que Paulo Portas faz sobre a maior capacidade de gestão doméstica por parte das mulheres e por se indignarem contra uma capa de revista cor-de-rosa que dava destaque às funções domésticas de Pedro Passos Coelho durante o seu primeiro casamento (sem comentários…)
Para quem assim pensa, os factos não contam! O que contam são as palavras que possam ficar mal na fotografia.
De facto esta direita é muito machista! Não diz coisas sobre as mulheres. Só lhes dá destaque!