Ontem as feministas viralizaram cheias de admiração e
orgulho, o discurso de Ryan Gosling, de agradecimento à sua mulher, que ficou
em casa sozinha a cuidar da criança mais velha, enquanto estava grávida da
criança mais nova e cuidava do irmão, que definhou com um cancro. Sozinha. Sem
o apoio do marido, que por causa deste bastidor pôde ir filmar para longe.
Hoje é o agradecimento de Obama a Michelle, que se tornou viral. Aquela Michelle que, segundo o próprio Barack, abdicou da sua vida profissional, para o apoiar naquilo que não escolheu para ela.
Hoje é o agradecimento de Obama a Michelle, que se tornou viral. Aquela Michelle que, segundo o próprio Barack, abdicou da sua vida profissional, para o apoiar naquilo que não escolheu para ela.
Só para esclarecer e tirar uma teima: feministas da minha
alma, vocês aperceberam-se que se derreteram todas, exaltando o marido que
agradece o apoio duma "esposa recatada e do lar" que escolheu os
bastidores da vida do seu homem, certo?
Não me interpretem mal! Eu admiro, e sempre admirei, estas mulheres. Vocês é que não costumam admirá-las...
Posto isto, quase me entusiasmei, com a oportunidade de vos agradecer a incoerência que continuo, tantas vezes, a constatar na forma dos discursos e movimentos feministas que proliferam. Na forma, mais que no conteúdo.
No entanto, a forma, continua a questionar-me porque tanto refuto o rótulo de feminista. E por isso em vez de agradecer decidi insistir naquilo que prefiro chamar-me: Humanista. Só. (como se fosse pouco)
Porquê? Porque o cor-de-rosa e o azul não me incomodam nada.
Acredito que há dois géneros e que o neutro existe apenas no it da lingua inglesa. Homens e mulheres são diferentes e gosto de exaltar e respeitar muitas dessas diferenças.
Não sou igualitária, porque sim. Mais do que pela Igualdade de géneros, gostaria de ser livre para lutar pela Paridade.
Não me interpretem mal! Eu admiro, e sempre admirei, estas mulheres. Vocês é que não costumam admirá-las...
Posto isto, quase me entusiasmei, com a oportunidade de vos agradecer a incoerência que continuo, tantas vezes, a constatar na forma dos discursos e movimentos feministas que proliferam. Na forma, mais que no conteúdo.
No entanto, a forma, continua a questionar-me porque tanto refuto o rótulo de feminista. E por isso em vez de agradecer decidi insistir naquilo que prefiro chamar-me: Humanista. Só. (como se fosse pouco)
Porquê? Porque o cor-de-rosa e o azul não me incomodam nada.
Acredito que há dois géneros e que o neutro existe apenas no it da lingua inglesa. Homens e mulheres são diferentes e gosto de exaltar e respeitar muitas dessas diferenças.
Não sou igualitária, porque sim. Mais do que pela Igualdade de géneros, gostaria de ser livre para lutar pela Paridade.
Acredito que a importância do Feminismo, na história da
sociedade, reside acima de tudo na conquista da liberdade de escolhas e por
isso refuto a forma como os movimentos feministas deste século me impõem tantas
vezes um guião de condutas e pensamento.
Não acredito, nem quero construir uma sociedade de amazonas. Quero apenas focar-me na construção e evolução duma sociedade par e
respeitadora de cada um.
Acho que quanto mais nos debatemos com as questões de género, mais vincamos as diferenças que desequilibram a sociedade e alimentam as "abébias".
Recuso quotas, datas especiais, paragonas "da primeira mulher presidente do raio que o parta" ou palavras novas tipo femicídio ou cidadona! Não obrigada! Nunca fui grande apreciadora de guetos.
Acho que quanto mais nos debatemos com as questões de género, mais vincamos as diferenças que desequilibram a sociedade e alimentam as "abébias".
Recuso quotas, datas especiais, paragonas "da primeira mulher presidente do raio que o parta" ou palavras novas tipo femicídio ou cidadona! Não obrigada! Nunca fui grande apreciadora de guetos.
Homens e mulheres destacam-se. Ponto. Porque sim e porque
todos fazemos parte. Juntos.
Enquanto andarmos nisto e nestas trocas de galhardetes, continuamos a anos luz da questão principal.
Enquanto andarmos nisto e nestas trocas de galhardetes, continuamos a anos luz da questão principal.
Em tempos, recentes, acreditei que este revivalismo do
Feminismo era essencial na afirmação das diferenças. Depressa entendi que estas
minhas ilusões sobre o que eu achava que seria o caminho natural do tal
Feminismo que tanto urgia descolar-se da caricatura e da percepção pejorativa
que ainda subsiste sobre ele, não ia acontecer.
O tal "ser feminista". Que eu declino, muito obrigada. Sim, sou humanista.
O tal "ser feminista". Que eu declino, muito obrigada. Sim, sou humanista.
