terça-feira, 19 de janeiro de 2016

CROMOS DA REPÚBLICA



10 Milhões de Euros para 340 pessoas! São 10 milhões de euros!
É este o valor que hoje conhecemos, no dia a seguir àquele em que milhares de reformados foram contentes e expectantes ao seu banco, para levantar as pensões "incrementadas" até 600€ e "deram com os burrinhos na água"!

10 Milhões de Euros, com retroactivos, para 340 coitadinhos, que segundo o parecer do Tribunal Constitucional, foram lesados na confiança que depositaram no Estado...

10 Milhões de Euros para 340 pessoas e um país inteiro, mais uma vez assaltado e sistematicamente lesado e fustigado, não se ouve!
Não tuge, não muge, nem urra, mas no próximo domingo levantar-se-á para votar em mais uma figurinha, que em nada lhe serve.

domingo, 10 de janeiro de 2016

CRÓNICAS DO POLITICAMENTE CORRECTO 1


As últimas semanas do ano atrasado e as primeiras de 2016 têm-me deixado estarrecida com a velocidade e notória escalada da ditadura do politicamente correcto!


Primeiro foi um frenezim desgraçado com a tal penalização do piropo. Mulheres e homens descabelaram-se veementemente contra as palavras ordinárias, as abordagens manhosas e as bocas foleiras que há anos, muitas mulheres ouvem na rua.
Curiosamente estes mesmos histéricos fecharam-se em copas perante as notícias sucessivas sobre os ataques sexuais – com assaltos, agressões físicas e violações, algumas em gangue – cometidos sobre muitas mulheres, duma forma surpreendente e coordenada, em diferentes cidades europeias, na noite de passagem de ano.
Calaram-se perante Colónia, disfarçaram perante Zurique, mas a pressão da notícia de mais alguns acontecimentos semelhantes em Helsínquia abriram a boca a umas quantas ofendidas, que se apressaram a falar de cabalas e conspirações articuladas contra os refugiados, chegando mesmo a comparar a misoginia da cultura muçulmana com o machismo português!


Tudo isto em nome do que têm, porque têm, de preservar no seu mundinho politicamente correcto, obediente à estupidez de um discurso vigente.
Deus as livre (ou outra entidade qualquer, porque tendem a não acreditar nessas balelas, também elas machistas, quanto mais não seja porque Deus é dito no masculino e podia perfeitamente ser uma Deusa!) de franzir o sobrolho intrigadas ou desconfiadas, sobre esta coincidência de timings e envolvimentos, ou mesmo a incontornável constatação sobre a forma, mais do que famosa e evidente, como tendencialmente alguns muçulmanos destratam as mulheres.

Para esta brigada de revoltosas há termos (a saber: refugiados, raça, “cultura”, muçulmanos…) que independentemente do sentido que têm nas frases proferidas, as fazem gritar pavlovianamente: XENOFOBIA!

Há efectivamente um grupo de pessoas que nem perante uma faca no pescoço, uma penetração não desejada, uma bala entre as costelas ou um ente querido numa pilha de escombros rebentados, se permite a reconhecer que todas as medalhas têm dois lados, que o mundo não é a preto e branco e que de facto há uma real possibilidade daqueles barcos não trazerem apenas desgraçados, assustados e bem intencionados.
Não, nunca! Isso do bom senso é XENOFOBIA!