Tudo isto, não são versões nem cilindradas de um veículo automóvel, mas ao que parece são rótulos, carimbos e guetos de identidade que choveram numa discussão sobre Feminismo.
Se dúvidas eu tivesse sobre a forma como se reivindicam os direitos hoje em dia, sanei-as com esta discussão.
Há de facto uma quantidade imensa de gente que se ocupa e se preocupa com semântica e textos e palavras, desprezando os actos e exercícios da simples vivência das ideologias.
Além disso estas tribos - que já nem de costumes se caracterizam, mas sim de símbolos e siglas - têm uma tremenda dificuldade em conviver com quem recusa um crachá e ousa apenas ser quem é e quem se sente ser.
Quase sempre recorrem a paternalismos, começando por dizer, duma forma "terapêutica" e apaziguadora, como se eu precisasse de controlar os nervos "não Susana, tu és o que eu te estou a dizer que és..." seguido de um atestado à minha ignorância "tu é que ainda não percebeste que..." e culminando com sugestões para uma vida mais iluminada e cheia de epifanias "aconselho-te a ler o livro da (inserir nome que ninguém nunca ouviu falar)" ou arremantando com indicações de tratamento "devias vir às reuniões do grupo (inserir uma qualquer sigla, de preferência estapafúrdia, porque ao que parece, hoje em dia, ninguém pode viver apenas com um nome próprio e apelido...)