Olá vidinha.
Queria-te dizer que não te vou deixar para amanhã.
Não tanto nos grandes feitos, mas sim nos pequenos detalhes.
Já não me enganas, não te iludas.
Não te quero superar, não te quero ultrapassar e sei que não te vou trocar as voltas.
Mas vou-te ludibriar.
És tão egoísta! Morra quem morra, não páras um segundo que seja!
Tu e as tuas curvas apertadas…Vê se entendes que há momentos em que precisamos de travar a fundo!
Não te importas pois não?
És toda dengosa, tão atenciosa nos presentes que nos dás.
Toma lá mais um dia. Toma lá uma amiga. Toma lá uma paixão ou um amor desmedido! Toma lá um filho. Toma lá o mundo...
Tudo envenenado! A tua prepotência não nos escreve um bilhetinho que seja “tem cuidado que um dia posso acordar mal disposta e tiro-te isto tudo!”
Escreves… até escreves. Mas tal como uma linha de crédito esses avisos estão nas letrinhas pequeninas do contrato, que ninguém lê!
Preferes estar escondida não sei bem onde e qual voyeur espiar-nos a todos, muito contentinhos com as tuas lembranças. Tarada!
Tu e o Tempo fazem parte duma conspiração! Tratam-nos como crianças! Dão-nos uma caixa de chocolates que o Tempo nos rouba antes de desembrulharmos sequer!
E tu Vida és duma indiferença, cruel! Até me posso atirar para o chão numa birra ranhosa que te é indiferente! Viras costas porque tens mais que fazer! "Chora para aí que eu tenho de ir enganar outros meninos!"
Já agora diz ao Tempo que ele a mim também já não me engana com a história de que cura tudo!
Podes dizer-lhe, sem medos, que ele para mim não passa dum Bepanthene! Só cicatriza!
Muito bem. São estas as regras do jogo?
Então fica sabendo que vou fazer batota!
Vou-te gozar como me der na real gana! Não me vais apressar, nem me vais pressionar!
Se te quiser saborear à minha maneira farei! Vou tapar os ouvidos aquilo que me ditas!
Assim pelo menos, no dia em que me pregares uma rasteira, no dia em que amues comigo, não terás o gostinho de me dizer "Eu avisei-te! Devias ter feito assim ou assado..."
Não! Ficas sabendo que vou tirar alcance de rede ao tempo e que assim nunca mais ele me vai poder ligar dizendo que já perdi esta ou aquela oportunidade!
Não sossegas pois não?
Eu que me oriente nos caminhos que me escondes e nos trilhos que me ceifas, não é?
Muito bem! Fica sabendo então que ao mesmo tempo que te escrevo, aquele miúdo que não é meu filho acabou de me enviar um desenho que me encheu de orgulho tal qual uma mãe!
Bem feita! Eu disse que te ia ludibriar!
Queria-te dizer que não te vou deixar para amanhã.
Não tanto nos grandes feitos, mas sim nos pequenos detalhes.
Já não me enganas, não te iludas.
Não te quero superar, não te quero ultrapassar e sei que não te vou trocar as voltas.
Mas vou-te ludibriar.
És tão egoísta! Morra quem morra, não páras um segundo que seja!
Tu e as tuas curvas apertadas…Vê se entendes que há momentos em que precisamos de travar a fundo!
Não te importas pois não?
És toda dengosa, tão atenciosa nos presentes que nos dás.
Toma lá mais um dia. Toma lá uma amiga. Toma lá uma paixão ou um amor desmedido! Toma lá um filho. Toma lá o mundo...
Tudo envenenado! A tua prepotência não nos escreve um bilhetinho que seja “tem cuidado que um dia posso acordar mal disposta e tiro-te isto tudo!”
Escreves… até escreves. Mas tal como uma linha de crédito esses avisos estão nas letrinhas pequeninas do contrato, que ninguém lê!
Preferes estar escondida não sei bem onde e qual voyeur espiar-nos a todos, muito contentinhos com as tuas lembranças. Tarada!
Tu e o Tempo fazem parte duma conspiração! Tratam-nos como crianças! Dão-nos uma caixa de chocolates que o Tempo nos rouba antes de desembrulharmos sequer!
E tu Vida és duma indiferença, cruel! Até me posso atirar para o chão numa birra ranhosa que te é indiferente! Viras costas porque tens mais que fazer! "Chora para aí que eu tenho de ir enganar outros meninos!"
Já agora diz ao Tempo que ele a mim também já não me engana com a história de que cura tudo!
Podes dizer-lhe, sem medos, que ele para mim não passa dum Bepanthene! Só cicatriza!
Muito bem. São estas as regras do jogo?
Então fica sabendo que vou fazer batota!
Vou-te gozar como me der na real gana! Não me vais apressar, nem me vais pressionar!
Se te quiser saborear à minha maneira farei! Vou tapar os ouvidos aquilo que me ditas!
Assim pelo menos, no dia em que me pregares uma rasteira, no dia em que amues comigo, não terás o gostinho de me dizer "Eu avisei-te! Devias ter feito assim ou assado..."
Não! Ficas sabendo que vou tirar alcance de rede ao tempo e que assim nunca mais ele me vai poder ligar dizendo que já perdi esta ou aquela oportunidade!
Não sossegas pois não?
Eu que me oriente nos caminhos que me escondes e nos trilhos que me ceifas, não é?
Muito bem! Fica sabendo então que ao mesmo tempo que te escrevo, aquele miúdo que não é meu filho acabou de me enviar um desenho que me encheu de orgulho tal qual uma mãe!
Bem feita! Eu disse que te ia ludibriar!


