Coisa estranha esta de querer sofrer ou exultar. Esta dependência de tristeza para poder sangrar, como dizia Hemingway. Ou esta obrigação de felicidade para poder criar.
Pior ainda é quando tudo se concentra e não purga!
Ao que já custa acrescenta-se a incapacidade de traduzir e com dor enfrenta-se um silêncio que não se consegue quebrar por não haver palavras para o descrever.
E enquanto sinto sento-me e tento.
Dantes era só o peso da caneta na mão, quieta! Agora a aflição é maior porque a porcaria do cursor do Word não pára de piscar numa imensidão de branco vazio!
E pisca, à espera. Como quem espera com impaciência. E pisca, mal eu hesito depois de apagar, ou mal eu paro, para retomar.
E este é o medo que se instala! Não é pela falta de palavras, mas sim pela falta de sinapses entre elas!
Cada emoção tem um nome, mas nem todas têm adjectivos! Cada uma se sente, mas nem todas têm uma história.
O drama é este novelo entre sentir intensamente esperando que acalme, sabendo que para acalmar (des)escrever me ajuda…
Não baixo os braços! Não sou capaz de te deixar em branco, Folha.
Se não sei como contar o que sinto tanto, enfrento-te de outra forma, Confusão.
Denuncio-te. Falo de ti!
Ao que já custa acrescenta-se a incapacidade de traduzir e com dor enfrenta-se um silêncio que não se consegue quebrar por não haver palavras para o descrever.
E enquanto sinto sento-me e tento.
Dantes era só o peso da caneta na mão, quieta! Agora a aflição é maior porque a porcaria do cursor do Word não pára de piscar numa imensidão de branco vazio!
E pisca, à espera. Como quem espera com impaciência. E pisca, mal eu hesito depois de apagar, ou mal eu paro, para retomar.
E este é o medo que se instala! Não é pela falta de palavras, mas sim pela falta de sinapses entre elas!
Cada emoção tem um nome, mas nem todas têm adjectivos! Cada uma se sente, mas nem todas têm uma história.
O drama é este novelo entre sentir intensamente esperando que acalme, sabendo que para acalmar (des)escrever me ajuda…
Não baixo os braços! Não sou capaz de te deixar em branco, Folha.
Se não sei como contar o que sinto tanto, enfrento-te de outra forma, Confusão.
Denuncio-te. Falo de ti!





