quinta-feira, 23 de julho de 2015

PAI




A minha enciclopédia rasgou-se... As minhas certezas calaram-se! As minhas tempestades, as minhas teimosias, a minha avidez, tudo congelou.

A minha mão direita foi decepada!
A minha mão direita que não largou a tua até ao final. A minha mão direita de gestos constantes de dextra, que foi esmagada nos teus últimos suspiros.

Eras a minha acção, mais firme e segura!
Sempre foste os meus membros, desde o dia em que me fazias dançar sobre os teus pés.
Nunca me deixaste de guiar. Fosse puxando-me. Fosse empurrando-me.

O meu norte escureceu, mas não me deixaste desnorteada, Pai. É com a mão direita que te escrevo. Continuas no meu rumo e sei quem queres que eu seja!

A minha mão direita na tua, sempre!

2 comentários:

  1. sorte a do seu pai que morreu rodeado de amor. o meu marido teve morte súbita e, portanto, morreu sozinho. e eu não me perdoo de não ter percebido os sinais

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  2. Uma amiga do pai e da mae que teve muita pena de nao ter estado presente hoje...um grande bj de amizade
    Uma longa e firme amizade me une a eles apesar de nao nos vermos ha muito...mas estao no meu coracao em muitas recordacoes boas e sentidas
    Abraco eterno

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