quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

BEM VINDO SEJA QUEM VIER POR BEM



Europa? E agora?
Agora, “mija na mão e deita fora” como diziam os putos da minha infância!
O que hoje aconteceu em Paris está carregadinho de ironia! E dor e medo e perigo…e desafios!

Tudo indica que os “executantes” eram franceses! Ooops, “la vache”…
E lembrei-me de Bin Laden há quase 10 anos atrás, sossegando os seus seguidores extremistas “Não se preocupem com a Europa! Essa já está conquistada”!

Pois é… Porque a Europa da tolerância e do multi-culturalismo e da liberdade abriu os braços a tudo e a todos, virando costas à integração e fechando os olhos à realidade e às suas expressões!
Em Maio do ano passado os resultados políticos da extrema direita deviam ter sido um alarme! E foram! Um alarme sonoro nas bocas de quem preferiu reduzir esta expressão apenas a maus fígados e más intenções antiquadas de fascismo e nazismo.
Preferiram calar estes resultados porque é feio. Porque “parece mal” discutir afinal a expressão de gente que é “só” má e racista e intolerante.
E manteve-se a mesma postura, que chamamos de solidariedade e respeito, porque “parece mal” agir de outra forma e por isso nem pensar em discutir o que se passa…

E o que se passa há muito tempo é isto! Uma realidade opressora e intolerante na Europa, pelas mãos daqueles que dizem representar o profeta daqueles a quem construímos mesquitas e permitimos o uso da hijab... mas que a nós não nos permitem uma piada que seja!

Soa mal tudo o que escrevo? Soa! Tem soado!
Porque de cada vez que alguém aponta o dedo, há logo outro que se levanta para intervir sob a égide da tolerância e do respeito, abafando e denegrindo as intenções de quem afinal só quer lembrar que a forma como temos (Europa) agido com os imigrantes e as comunidades tem permitido, também, a expressão deste extremismo!

É esta a Europa que se diz livre, mas vive desorientada e assustada, refém dos valores da “Liberté, Égalité, Fraternité” a reboque da opinião publicada que parece que só acorda e se arrisca a escrever um “se calhar, vai na volta, algo se passa por aqui…” quando se matam à queima roupa uns quantos jornalistas, seus colegas!

É por isso que hoje sou obrigada a lembrar-me do velhinho azulejo da hospitalidade “Bem vindo seja quem vier por bem”, porque sinceramente quem vier por mal, por mim pode ir andando para os confins do raio que o parta, porque entre a morte e a ofensa há que ferir susceptibilidades, convenhamos…

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