domingo, 25 de maio de 2014

VOTAR OU NÃO VOTAR EIS A QUESTÃO...





Em 21 anos de "vida eleitoral" nunca me abstive duma urna! Nem nas presidenciais, sendo eu monárquica.

Em mais de 21 anos fui filiada num partido, fiz campanhas, organizei congressos e comícios, fui eleita presidente de mesa da assembleia duma junta de freguesia, candidatei-me novamente mais tarde, como independente, nas listas para a Freguesia de Alvalade e fui delegada de CNE para contagem de votos.
Em 21 anos nunca me abstive e para além de eleitora participei nesta democracia de várias formas e bastante envolvida.

Em 21 anos defendi o voto e discuti com várias pessoas, incluindo familia, que sucessivamente se abstiveram. Curiosamente algumas dessas pessoas são as que este ano apelam ao voto e criticam quem não vai votar!

Por isso, como democrata que sou prescindir do meu voto, custa-me, mas cheguei a um ponto em que acredito que não votar é a minha única forma de protesto. O único protesto que me resta face à partidocracia vergonhosa da qual estamos reféns.
A abstenção é também a minha única "arma" contra a classe politica que nos tem constantemente enganado e expoliado e não tem cumprido nenhuma promessa de defesa e muito menos nenhum dos deveres a que se propõem como politicos!

Então porque carga de água tenho eu de "cumprir um dever" que me tem valido de nada e que como direito me permite escolher, há tempo demais, "do mal o menos"?
Porque carga de água tenho eu de depositar um voto numa proposta com a qual não me identifico?
Porque carga de água tenho eu de ser criticada por não me rever em nenhuma das propostas e posições actuais? E em concreto nestas Europeias pergunto onde estão as ideias e as propostas? Quem é que as discutiu?

O país e os cidadãos estão reféns de partidos, compadrios e corrupções e é contra isso que a minha abstenção (pela primeira vez!) pretende protestar...

Não voto e quero que saibam, porque só assim assumindo e afirmando é que o meu "não voto" ganha a expressão de protesto!

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